domingo, 6 de fevereiro de 2011

2011: Uma professora-jornalista à caminho de novas reportagens

Bem, este ano já começou bem diferente para mim: além de ser módulo (antiga "eventual") na EMEI, em breve, se Deus permitir, começarei a trabalhar em um Centro de Educação Infantil (antiga creche), também da Prefeitura de São Paulo.

E um dos desafios será registrar aqui as boas ideias que existem por aí, afinal, uma vez jornalista, para sempre jornalista, inclusive numa sala de aula.

Digo desafio porque não será fácil trabalhar o dia inteiro, estudar à noite e ainda ter tempo para registrar as tantas ideias que estão por aí, esperando ser compartilhadas!

Feliz ano letivo de 2011!!!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Brincadeira para desenvolver a percepção visual - A partir dos cinco anos

O que te lembra?

Objetivo: Desenvolver a percepção tátil

Idade: A partir dos cinco anos

Fundamentação teórica: A percepção tátil é a primeira a ser desenvolvida, pois já ocorre no ventre materno, sendo preciso desenvolvê-la a cada dia, para que a criança saiba diferenciar diversas percepções relacionadas a este sentido. Nesta brincadeira, procuramos trabalhar com diferentes texturas: macias, duras, moles, ásperas, lisas, entre outras.

Preparação: Será preciso que o professor prepare fichas de diversos locais e situações que estejam relacionadas ás diversas texturas. Em seguida, em papelão ou madeira, as texturas serão colocadas. Alguns exmplos de relação: Areia-Deserto; Água-Rio;Amoeba-Gelatina;Lixa-Lixa de unha;Tecido-Camiseta; Pelúcia-Ursinho de pelúcia;Folhas de árvores-Floresta; Vidro-Janela; Pedra-Castelo;Algodão-Ovelha;

Hora de Brincar: Ao comando do professor, um aluno de cada vez pegará uma carta que terá uma paisagem ou um objeto. O professor será o mediador da brincadeira. Deverá fazer perguntas ao aluno que o ajude a descobrir a textura que mais se aproxima da imagem. Exemplo para a imagem de uma ovelha: Ela é macia ou dura? É lisa ou áspera?. A partir daí, o aluno passa a mão em todas as fichas com as texturas e escolhe a que achar mais conveniente. Ao virar a ficha, poderá saber se está correta, pois embaixo dela, deverá aparecer a mesma imagem de sua carta. Exemplos:


Ficha com textura

Verso com a imagem

Ficha com imagem que será relacionada à textura

Brincadeira para desenvolver a percepção visual - 2 a 3 anos

“Encontre o igual”

Objetivo: Desenvolver a percepção visual

Idade: Dois a três anos

Fundamentação teórica: A visão é o canal mais importante na comunicação com o meio exterior. É importante desenvolver a percepção visual para que a criança organize e interprete os estímulos recebidos por meio deste sentido. Nesta atividade buscamos também propiciar que o aluno relacione imagens bidimensionais (imagens dos objetos) e tridimensionais (objetos).

Preparação: Para a atividade será necessário que o professor tire fotos, antecipadamente, de objetos da sala que estão constantemente ao alcance dos alunos. Além dos objetos, é interessante tirar fotografar todos os alunos também. O segundo passo é imprimir estas imagens e fazer as fichas com elas, de modo que pareça um baralho. O ideal é que as fichas sejam de 10X10 cm.

Hora de Brincar: O professor colocará estes objetos em diferentes lugares da sala, sem que os alunos percebam. Estes objetos devem estar ao alcance deles. O professor chamará um aluno, que pegará uma carta e terá de procurar o objeto que estiver na ficha. Se for um objeto, pega-o. Se for uma pessoa, somente basta ficar próximo ao colega.

Exemplo:



Sala onde ocorre a brincadeira.



Objeto a ser encontrado pela criança

Prática pedagógica: Devo ensinar letra cursiva na Educação Infantil?

Certo dia, estava conversando com uma colega da faculdade sobre nossos alunos: os meus, 35 alunos da rede municipal de ensino de São Paulo. Os dela, seis de uma escola particular que usa um sistema de ensino muito conhecido no Brasil.

Não me lembro qual era o assunto, mas o que me chamou atenção: ela disse que em sua escola, os alunos da Educação infantil já começavam a treinar a letra cursiva, ou seja, tinham que fazer o nome com este tipo de letra.

Na hora fiquei atônita. Disse a ela que não via sentido nisto, já que a maioria das palavras, a grande maioria mesmo, são escritas com letra imprensa, ou de "fôrma", como costumamos falar. E se queremos que as crianças comecem a perceber o mundo das letras que existe ao redor, e comecem a construir suas hipóteses de escrita, por quê confundi-las mais ainda, com este monte de letras que só vemos em bilhetes e no rótulo da Coca-Cola (e mesmo assim, não é a cursiva convencional)?

Mas como não sou especialista (ainda..hehe)...procurei embasamento teórico, e graças ao "Santo Google", como a gente diz no jornalismo, encontrei um artigo bem interessante.

Janaína Albani Dias* e Renata Brogni da Silva*, autoras do artigo "Alfabetização: Letra Imprensa e Letra Cursiva" afirmam sobre a crescente preocupação com a alfabetização dos alunos e questionam se vale a pena dificultar mais ainda o processo de alfabetização introduzindo a "necessidade" de aprender a ler e escrever a letra cursiva, "cuja sua utilização nos tempos atuais encontra-se quase que exclusivamente na escola?"

Para tentar responder à pergunta, as autoras desenvolvem uma tabela comparativa entre a letra imprensa e a cursiva. Olhem só:


Fonte:http://www.psicopedagogia.com.br/opiniao/opiniao.asp?entrID=541

Em seguida, elas explicam que "como o objetivo da escola deve ser o de preparar cidadãos críticos capaz de transformar a realidade para melhor, a proposta de alfabetização deve naturalmente adequar-se às exigências da realidade atual". "Esta realidade", continuam elas, "em que a letra bastão está presente em todos os momentos da vida de uma criança: em livros, televisão, revista, jornais, embalagens, rótulos, no teclado do computador".

Portanto, para as pedagogas, é uma grande perda de tempo "massacrar" as crianças da Educação Infantil com o treino da letra cursiva.

Confesso que este artigo me deixou aliviada. É claro que muitos discordarão, mas eu creio que de nada adianta ensinarmos a grafia ou até mesmo a decodificação das letras se não ensinarmos os alunos a pensarem sobre a função da escrita em nossas vidas. E para que isto aconteça, para que criem suas próprias conclusões sobre a escrita e tentem escrever, devemos facilitar o caminho e não complicá-lo.

Ensinar letra cursiva para crianças na Educação Infantil, para mim, é como ensinar a escrever Coca-Cola e não deixar a criança experimentar o refrigerante. Não terá sentido algum!

Para encerrar, coloco a conclusão das autoras:
"Segundo ferreiro, (apud nova escola, 1996, p. 11) começar a alfabetização com letra bastão é uma tentativa de respeitar a seqüência do desenvolvimento visual e motor da criança.

No entanto, em vez dos professores despenderem a energia de seus alunos no aprendizado da letra cursiva, poderia utilizá-la para outras atividades mais importantes e necessárias para a vida dos alunos, como por exemplo: leituras, jogos, brincadeiras, músicas, etc. convictas de que as classes de alfabetização são a base para a vida escolar do aluno. Assim, esta deve ser uma etapa encantadora e estimulante para que a criança siga com entusiasmo sua vida escolar com motivação e determinação".

Para saber mais:

*Janaína Albani Dias - Pedagoga; Especialista em alfabetização; Cursando psicopedagogia; Professora alfabetizadora da rede pública Municipal da cidade de Gravataí/RS.

*Renata Brogni da Silva - Pedagoga; Especialista em alfabetização; Diretora Escola de Educação Infantil do Município de Eldorado do Sul/RS

Fonte: http://www.psicopedagogia.com.br/opiniao/opiniao.asp?entrID=541

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Brincadeira para desenvolver a lateralidade - A partir de 5 anos

Ouça e passe a bola

Objetivo: Desenvolver a lateralidade

Idade: A partir dos cinco anos

Fundamentação teórica: A lateralidade está intimamente ligada ao esquema corporal e à capacidade motora de percepção integrada dos dois lados do corpo, direito e esquerdo. Quanto mais a criança puder utilizar os dois lados, mais possibilidades terá para escolher qual lado será predominante. Segundo Fonseca (1998), a lateralidade não é somente predominância de um dos lados com as mãos e os pés, mas também pelos ouvidos e pelos olhos.

Preparação: As crianças serão colocadas lado a lado, sentadas ou em pé. Os olhos de todas terão de ser vendados. O professor escolhe duas crianças para auxiliá-las na brincadeira. Um ajudante ficará do lado direito do grupo, e o outro, do lado esquerdo. A brincadeira também exige uma bola ou algum objeto que possa ser passado.

Hora de Brincar: Ao comando do professor, um dos alunos ajudantes baterá palma e o grupo com os olhos vendados deve passar a bola do lado que o som vem. Assim, durante a brincadeira, o sentido pode ser mudado. Uma criança que estiver seguindo as palmas do lado direito, deverá, ao perceber a mudança do som para o lado esquerdo, mudar o lado, e passar a bola para o amigo da esquerda. Segue o modelo da disposição a ser seguida para a brincadeira.

Brincadeira para desenvolver a lateralidade - 3 a 4 anos

Fuja do Jacaré

Objetivo: Desenvolver a lateralidade

Idade: Três a quatro anos

Fundamentação teórica: A lateralidade está intimamente ligada ao esquema corporal e à capacidade motora de percepção integrada dos dois lados do corpo, direito e esquerdo. Quanto mais a criança puder utilizar os dois lados, mais possibilidades terá para escolher qual lado será predominante. Apresentamos a atividade “Fuja do jacaré” para alcançar o objetivo proposto.

Preparação: Será preciso desenhar duas colunas. Cada coluna terá uma quantidade de quadrados determinados à critério do professor. Quanto mais quadrados na coluna, maior o percurso para a criança percorrer. Em seguida, são colocados os jacarés, desenhados e pintados previamente pelas crianças, alternadamente. de modo que o chão fique desta maneira:

Hora de Brincar: O professor orienta as crianças para que façam uma fila indiana. As crianças percorrerão o caminho, uma de cada vez, sempre pulando no quadrdo vazio, para “fugir do jacaré”. Segue o modelo a ser feito no chão.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Hora da História: Um Redondo Pode Ser Quadrado?



Objetivos:
Desenvolver o Conhecimento Matemático;
Desenvolver a Linguagem Verbal;
Estimular o gosto pela leitura;
Estimular a criatividade;
Desenvolver a coordenação motora fina;

Atividades:
A leitura da história "Um Redondo Pode Ser Quadrado" procura mostrar as diversas possibilidades do uso do círculo, além de despertar a criatividade.

Após a leitura do livro, distribuí aos alunos círculos de vários tamanhos, e a partir deles, foram criados diversos objetos, a maioria, que fazem parte do cotidiano das crianças: relógios, sol, lua, sorvete...

Em seguida, desenhei um círculo e um quadrado no chão, com fita crepe. E ao meu comando, as crianças entravem e saíam dele. Foram trabalhados os conceitos de dentro-fora, perto-longe, além de reforçar as duas formas geométricas que aparecem na história.